Não sabemos como irá ser o futuro mas de momento vivemos no campo. Eu sempre vivi, excepto nos tempos da Universidade. O maridão mudou-se por amor e agora não se imagina a voltar para a cidade. Como tudo há vantagens e desvantagens. Não temos centros comerciais, nem supermercados abertos todos os dias, não temos livrarias ☹️, nem engarrafamentos. Mas temos ar puro, silêncio, a D. R. da mercearia que lá nos vai vender o que precisamos mesmo num domingo à tarde, a C. que nos trás as batatas a casa, o tio C. que entrega o gás, há sempre alguém que dá umas folhas de couve para o caldo verde, uns limões ou umas laranjas.
E as caminhadas? Essas são intermináveis com amigos e família. Durante a semana ao sair do trabalho e ao fim-de-semana. E no verão, após o jantar como é bom percorrer estas ruas entre dois dedos de conversa e umas boas gargalhadas.
Conhecemos as pessoas, as famílias, os cães, os gatos e até as ovelhas. Fotografa-se a natureza que nas reuniões de família, na cidade, ilustram a liberdade com que vivemos e o quanto somos felizes.
Viver num meio pequeno também tem a vantagem de todos nós conhecermos e ontem à tarde, estava eu no trabalho e vejo um cão a vaguear. Mas não era um cão qualquer, era muito parecida com a cadela do senhor A. Liguei ao senhor A. que veio logo e era mesmo a sua pequenita canina que conseguiu esgueirar-se do quintal.
Cuidado, atenção, apoio. Eu gosto de viver no campo. Não sei se será para sempre mas sei que voltarei sempre.
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